Alunos do Projeto Biizu expõem na Estação trabalhos inspirados na preservação da água

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O futuro da água na Terra, o cuidado e as melhores formas de preservação foram os assuntos principais das oficinas que o Projeto Biizu realizou na Escola Estadual Albanízia Lima, em Belém. Entre os dias 06 e 10 de junho, cerca de 50 estudantes do 1º, 2º e 3º ano do Ensino Médio participaram das oficinas de Desenho, Jornal Impresso, Fotografia e Audiovisual. Os resultados foram exibidos no  lançamento do 8º Fórum Mundial da Água, no último domingo (12), na Estação das Docas.

“Eu quis trazer uma imagem mais real do jornalismo, porque eles têm uma visão que talvez não seja o que é na prática, e esse primeiro contato aproxima dessa realidade do jornalismo, da comunicação social e da produção de texto”, disse a jornalista Lucila Vilar, que ministrou a oficina de Jornal Impresso. Estreando como colaboradora do Projeto Biizu, Lucila ficou surpresa com o nível dos estudantes. “Não esperava encontrar uma turma tão interessada. Foi uma semana de muita troca, e estou bem surpresa e feliz de ter feito parte disso”, contou. Como resultado da oficina, os estudantes produziram um informativo com crônicas, tiras e matérias.

Além dos alunos, as oficinas contaram com a participação de professores. Paulo Alexandre, professor de Matemática na Escola Mário Barbosa, localizada no Bairro da Terra Firme, resolveu se inscrever na oficina de Desenho quando viu o Projeto Biizu na última edição da Feira Pan-Amazônica do Livro, no Hangar. “Eu gosto muito de aprender. Acho que é por isso que sou professor, para aprender e ensinar. Agora, espero que o desenho passe a ser uma nova atividade pra mim”, contou.

Experiências – Com 47 oficinas ministradas no Projeto Biizu, o quadrinista Fábio Jansen acredita que a expectativa, a cada nova turma, é o que alimenta a vida do projeto. “Com o Biizu eu já fui pra assentamento do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), já dei aula pra criança indígena, pra criança de Casa de Passagem, já dei aula em presídio masculino e feminino, já dei aula pra idosos e ribeirinhos, já passei dois dias num barco indo pra Porto de Moz, no Rio Amazonas… Ou seja, são experiências de vida muito enriquecedoras, e em cada uma tinha algo diferente”, disse Fábio Jansen.

O instrutor informou que foi a segunda vez que ministrou oficina na Escola Albanízia Lima. “A primeira foi em 2012, e agora estou aqui, quatro anos depois, com a mesma expectativa, mas com novo resultado. Eu sempre falo que a oficina de desenho eu uso como um recurso de linguagem, pra conversar com as pessoas. O desenho é o resultado e uma consequência dessa interação”, ressaltou o instrutor.

Resultados A nova jornada de oficinas na Escola Estadual Albanízia Lima foi realizada em parceria com o Fórum Mundial da Água, lançado em Belém no último final de semana. Levando o tema para as formas de comunicação desenvolvidas nas oficinas, o Biizu apresentou como resultado uma série de fotografias, desenhos, jornal impresso e um vídeo em curta metragem. Todo esse material foi mostrado no último domingo, na Estação das Docas, como parte da programação do Lançamento do Fórum Mundial da Água em Belém.

De acordo com Felipe Braun, da Diretoria de Comunicação Popular e Comunitária da Secom – responsável pelo Projeto Biizu -, a “Albanízia Lima” é uma escola-polo do projeto, por isso há uma continuidade desse trabalho. “A diferença desta vez foi justamente a presença do tema água. O jornal trabalhou a água nas suas matérias, os desenhos vieram com esse tema, a fotografia explorou tanto a parte contemplativa quanto a produção de fotos, tendo o elemento como inspiração, e o vídeo trouxe a questão do desperdício. As oficinas foram feitas por conta desse convite, e o ‘Albanízia’ foi a escola escolhida por conta do vínculo de continuidade que existe com o Biizu”, explicou Felipe Braun.

Todos os trabalhos desenvolvidos nas oficinas estão disponíveis no site do Projeto Biizu – biizu.com.br – e também na fan Page – Projeto Biizu. As próximas oficinas do projeto serão desenvolvidas na cidade de Curuçá, no nordeste do Pará, no período de 20 a 26 de junho.

Por Danielle Franco

Via Agência Pará

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